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SÃO PAULO - Mesmo com fluxo cambial bastante positivo, o Banco Central reduziu o ritmo de compra de dólares no mercado à vista. Na semana encerrada no dia 26, as compras via leilão no mercado de pronto tiraram US$ 402 milhões de circulação.

SÃO PAULO - Mesmo com fluxo cambial bastante positivo, o Banco Central reduziu o ritmo de compra de dólares no mercado à vista. Na semana encerrada no dia 26, as compras via leilão no mercado de pronto tiraram US$ 402 milhões de circulação. No mesmo período, o fluxo cambial foi positivo em US$ 3,87 bilhões. Para efeito de comparação, na semana anterior, encerrada no dia 19, o BC tirou do mercado US$ 889 milhões, enquanto o fluxo cambial foi negativo em US$ 802 milhões. Os números denotam uma postura no mínimo curiosa, se partirmos do pressuposto que os leilões teriam como objetivo enxugar o excesso de moeda no mercado. Na semana do dia 26, quando houve claro excesso, o BC diminuiu as compras, enquanto na semana anterior, quando "faltou" dólares, a autoridade monetária comprou ainda mais. Na avaliação da NGO Corretora, ao interromper a dinâmica nos leilões de compra, o Banco Central levou os bancos a ficarem comprados novamente no mercado à vista. Até o dia 26, essa posição comprada estava de US$ 785 milhões, revertendo posição vendida de US$ 2,6 bilhões registrada em 19 de fevereiro. Ou seja, o BC não absorveu o excesso de moeda, que acabou ficando com os bancos. Contudo, lembrou a NGO, os bancos ainda estão vendidos no mercado futuro de dólar e cupom cambial em pouco mais de US$ 7,0 bilhões. Isto, por si só, os leva a agir buscando uma Ptax favorável ao final do mês. E é isto que o mercado de câmbio à vista evidencia neste momento, esperando-se que o preço da moeda americana fique neste final de mês entre R$ 1,77 a R$ 1,78. (Eduardo Campos | Valor)
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