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As operações de crédito do sistema financeiro cresceram 1,7% em julho na comparação com junho, de acordo com dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). Com a variação, o estoque dos empréstimos subiu de R$ 1,067 trilhão em junho para R$ 1,085 trilhão no mês passado.

No acumulado do ano, a expansão dessas operações é de 16% e nos 12 meses encerrados em julho, o crescimento atinge 32,7%.

Com a expansão registrada no mês passado, o conjunto das operações de crédito correspondia a 37% do PIB em julho, porcentual que foi de 36,6% em junho, informou a autoridade monetária. Em julho de 2007, a proporção crédito/PIB (Produto Interno Bruto) estava em 32,4%. A relação entre o total das operações de crédito e o PIB atingiu o maior patamar desde o início da série histórica. Segundo as séries históricas do BC, o maior patamar anterior havia sido registrado em janeiro de 1995, quando os empréstimos correspondiam a 36,8% do PIB.

Segundo a nota divulgada pelo BC, "a evolução do crédito seguiu a tendência expansionista observada no mês anterior, com predominância das carteiras com recursos livres (aqueles que podem ser emprestados livremente pelos bancos), destacando-se os financiamentos destinados às empresas, que mantiveram o desempenho favorável registrado ao longo do ano, impulsionado pela trajetória de crescimento da modalidade capital de giro". O texto também cita que no segmento das pessoas físicas "o incremento dos empréstimos contratados pelas famílias foi condicionado pela demanda das modalidades de crédito pessoal e de arrendamento mercantil".

Inadimplência

A taxa de inadimplência voltou a subir em julho. Segundo o BC, a parcela dos pagamentos com atraso superior a 90 dias subiu de 4% em junho para 4,2% em julho. O aumento da inadimplência ocorreu apenas nas operações para as pessoas físicas, cuja taxa subiu de 7% para 7,3%. Nas transações para as empresas, a inadimplência média ficou em 1,7% das operações, em igual patamar ao registrado em junho.

Juros

As taxas médias de juros subiram pelo terceiro mês seguido em julho, informou o BC. Segundo o levantamento, a taxa média do crédito livre (aquele que pode ser emprestado livremente pelos bancos)passou de 38% em junho para 39,4% em julho. Nas operações voltadas às empresas, a taxa média passou de 26,6% para 27,5% no período. Nos empréstimos para as famílias, o juro subiu de 49,1% para 51,4%. Entre as várias operações, o juro do cheque especial passou de 159,1% para 162,7% ao ano. Já o capital de giro para empresas passou de 30,4% para 32,1%.

Na mesma nota, o BC mostra que também subiram os spreads bancários - diferença entre taxa de captação e empréstimo. Na média, essa diferença passou de 24,5 pontos porcentuais para 25,6 pontos. Nas transações para as empresas, o spread subiu de 13,9 pontos para 14,5 pontos. Nos empréstimos para as pessoas físicas, houve aumento de 34,7 pontos para 36,6 pontos.

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