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O fluxo cambial registrou forte ingresso de US$ 2,077 bilhões na quarta semana de novembro, entre os dias 23 e 27 do mês passado. O dado foi divulgado hoje pelo Banco Central.

De acordo com o levantamento, o resultado semanal aumentou o fluxo cambial do mês, que acumula entrada líquida de US$ 3,558 bilhões no acumulado de novembro até o dia 27.

De acordo com dados do BC, o forte movimento da semana passada foi liderado pelo segmento financeiro, onde são registradas as transferências para compra de ações e títulos, investimentos produtivos e remessas de lucros e dividendos. Nessa conta, a quarta semana de novembro teve ingresso de US$ 2,287 bilhões, resultado de entradas de US$ 7,656 bilhões e saídas de US$ 5,368 bilhões. No acumulado do mês, a conta financeira acumula ingresso de US$ 2,458 bilhões, com ingresso de US$ 22,979 bilhões e saídas de US$ 20,521 bilhões.

Na conta comercial, a semana passada teve movimento contrário, com saída líquida de US$ 210 milhões. O resultado negativo foi gerado pelas importações que somaram US$ 4,634 bilhões e superaram as exportações de US$ 4,424 bilhões no período. No acumulado do mês, a conta registra ingresso líquido de US$ 1,100 bilhão, fruto de US$ 12,405 bilhões em exportações e US$ 11,305 bilhões em importações.

No acumulado do ano até o dia 27 de novembro, o fluxo cambial registra entrada de US$ 26,414 bilhões. Nesse período, a conta financeira liderou, com US$ 15,713 bilhões, e o segmento comercial apresentou superávit de US$ 10,701 bilhões. Em igual período de 2008, o Brasil havia perdido US$ 6,518 bilhões no fluxo cambial.

Compra de dólares

A compra diária de dólares realizada pelo Banco Central no mercado cambial à vista aumentou as reservas internacionais em US$ 2,678 bilhões em novembro, conforme levantamento preliminar feito até o dia 27. Dados da autoridade monetária divulgados hoje mostram que na quarta semana do mês, entre os dias 23 e 27, essas intervenções diárias somaram US$ 690 milhões às reservas. Desde que a compra diária foi retomada em maio, o BC já retirou US$ 23,679 bilhões do mercado à vista.

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