Tamanho do texto

Ben Bernanke mostrou confiança na recuperação americana, apesar dos fracos dados divulgados recentemente

selo

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, disse que a economia dos EUA deverá voltar a acelerar seu crescimento no segundo semestre, apesar dos sinais recentes de debilidade. Ele qualificou a recuperação da economia, dois anos depois do fim da recessão, como "desigual".

Discursando nesta terça-feira em uma conferência monetária internacional em Atlanta (Geórgia), Bernanke disse que a política monetária acomodatícia do Fed ainda é necessária e reiterou que as taxas de juro de curto prazo deverão permanecer baixas "por um período prolongado". Embora espere uma aceleração no crescimento da economia no segundo semestre, ele reconheceu que as condições, especialmente no mercado de mão de obra , ainda são preocupantes.

"A recuperação econômica parece estar continuando em um ritmo moderado, embora a uma taxa que é desigual entre os diversos setores e frustradamente lenta do ponto de vista dos desempregados", disse o presidente do Fed.

Bernanke também reiterou sua posição de que os repiques recentes da inflação são transitórios e afirmou que há poucas evidências sugerindo que a inflação esteja se alastrando para além de algumas áreas, ou que esteja se entranhando na economia como um todo.

Se os preços do petróleo e de outras commodities se estabilizarem nos níveis atuais ou perto deles, "o impulso altista para a inflação de preços em geral vai se dissipar e a elevação recente da inflação vai se mostrar transitória", disse Bernanke, acrescentando que o recente declínio dos preços de algumas commodities "pode ser uma indicação de que aquela moderação está acontecendo".

Sobre o debate em andamento sobre a posição fiscal dos EUA, e se é preciso cortar os gastos públicos imediatamente, como muitos membros do Congresso têm defendido, Bernanke disse que a ajuda à economia provida pelos esforços recentes de estímulo está se dissipando; ele advertiu que qualquer consolidação rápida dos gastos do governo poderá ser contraproducente, caso contribua para reduzir a expansão da economia.

"Ao tomar hoje decisões que levem a uma consolidação fiscal num horizonte de tempo mais longo, os formuladores de políticas poderão evitar uma contração fiscal repentina que poderia colocar a recuperação em risco", disse o presidente do Fed. As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.