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Ministério da Fazenda costura ação dos bancos para ampliar linhas de financiamento de curto prazo e pressiona redução de juros

Em meio às movimentações do Ministério da Fazenda para que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal forcem uma redução na taxa de juros dos bancos privados, seguindo o caminho traçado pelo Banco Central para a Selic, o governo estuda a ampliação dos recursos disponibilizados para capital de giro a pequenas e médias empresas.

Conforme apurou o iG Economia , o aumento de recursos esteve na pauta de uma reunião realizada ontem entre os presidentes dos bancos federais com o ministro Guido Mantega.

O recado do titular da Fazenda teria sido claro no sentido de os bancos lubrificarem os canais de financiamento de curto prazo para as empresas atravessarem a turbulência representada pela crise. A iniciativa deve ser uma da investidas do pacote de ajuda que o Planalto estuda para aliviar principalmente o setor industrial.

Mantega foi questionado nesta semana pelo senador José Agripino Maia (DEM-RN), durante sabatina na Comissão de Assuntos Econômico (CAE) do Senado Federal, sobre a estagnação do montante destinado a capital de giro no país perto dos R$ 15 bilhões ao ano entre os exercícios fiscais de 2010 (R$ 15,5 bilhões) e 2011 (R$ 15,8 bilhões). Maia afirmou que “a competitividade [das empresas] foi fraturada nesse ponto”.

Em resposta, o Mantega deixou nas entrelinhas que o recado foi entendido e que uma maior oferta de crédito seria prioridade para o Planalto. A redução de encargos sobre as linhas de capital de giro do BNDES estariam entre as medidas. Agora, o governo sinaliza com a possibilidade de a Caixa e o BB também integrarem a iniciativa.

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