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O Banco do Brasil (BB) fará nos próximos dois anos um reposicionamento estratégico do seu modelo de atendimento nas agências de varejo e alta renda. A mudança será iniciada por São Paulo e foi motivada pela expectativa de maior concorrência nos próximos anos.

"O ambiente será cada vez mais competitivo e para isso temos que aumentar a nossa capacidade de fidelizar clientes", afirmou Dan Conrado, executivo que cuidará das operações no Estado.

A decisão de alterar o modelo de atendimento surgiu após estudos feitos por consultorias contratadas no primeiro semestre. Essas empresas apontaram que havia uma diferença de eficiência no segmento de varejo e, para isso, era preciso mudar o relacionamento com os clientes. "Iremos atuar fortemente nesse segmento", disse Conrado, lembrando que não há necessidade de alteração na divisão corporativa, voltada para grandes empresas, que já possui uma boa avaliação por parte dos clientes.

O executivo reforça que 2010 será "extremamente favorável" para o ambiente de negócios no País. Nesse cenário, é necessário melhorar a exposição do BB. Entre as iniciativas que devem ser tomadas está a de criar ou consolidar marcas para os diferentes perfis atendidos pelo BB. "Temos as nossas agências Estilo, mas hoje o cliente não a reconhece como uma referência", disse.

Serão investidos R$ 800 milhões nesse projeto apenas em São Paulo, que deverá ter o reposicionamento concluído no ano que vem. Os valores incluem a abertura de 83 novas agências (investimento médio de R$ 1 milhão em cada uma) e outros 23 pontos de atendimento serão alterados para agências Estilo, destinadas ao público de alta renda. A ampliação do número de funcionários ligados diretamente ao público e a área de tecnologia, principalmente, receberão o restante dos recursos. Não foi revelada a estimativa de investimento nacional para esse projeto.

Começar a mudança por São Paulo, de acordo com Conrado, decorre, entre outros fatores, da aquisição da Nossa Caixa, que levou o BB ao posto de maior banco em número de agências no Estado. Além disso, São Paulo responde por 50% das operações financeiras de todo sistema bancário nacional. No BB, o Estado representa entre 20% e 25% dos negócios do banco e o objetivo é que a participação chegue a 35% nos próximos dois anos. Para dar atenção especial a esses clientes, o banco federal designou Conrado para a recém-criada Diretoria de Distribuição São Paulo. É o único Estado que conta com uma diretoria específica.

Uma das decisões dessa nova diretoria foi a de manter os limites das empresas que trabalhavam com BB e Nossa Caixa. "Em processos de fusão isso costuma ser uma preocupação para os clientes, já que os limites costumam ser reajustados para baixo", disse o presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, que deixa hoje o cargo. E para conquistar novos clientes e ampliar o número de negócios, o BB irá chamar 1.500 aprovados em concurso do banco, independente do resultado do plano de demissão voluntária (PDV) aberto aos funcionários da instituição paulista.

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