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O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou que as altas recentes dos preços dos alimentos estão novamente pesando sobre alguns países em desenvolvimento, em meio a atritos internacionais crescentes sobre a questão do câmbio

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O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou que as altas recentes dos preços dos alimentos estão novamente pesando sobre alguns países em desenvolvimento, em meio a atritos internacionais crescentes sobre a questão do câmbio. "Para muitos países em desenvolvimento, a crise de alimentos de 2008 nunca foi embora. E os preços recentes são motivo sério para preocupação", declarou Zoellick durante uma teleconferência com repórteres.

Zoellick disse que o Banco Mundial, que reúne 187 países, restabeleceu um programa de ajuda financeira rápida que havia ajudado alguns países a lidarem com a crise dos alimentos ocorrida entre 2007 e 2008, que anulou anos de esforços pelo desenvolvimento.

"A alta dos preços do trigo que aconteceu nos últimos meses está afetando os preços de outros alimentos básicos, por causa da demanda por substitutos. Por isso, precisamos encontrar uma maneira de evitar que crises de alimentos se tornem a nova norma", afirmou Zoellick. Desde julho os preços internacionais do trigo subiram de 60% a 80% e os do milho avançaram cerca de 40%, segundo dados da Organização para Alimentos e Agricultura da ONU (FAO).

O presidente do Banco Mundial observou que o abismo entre o crescimento econômico lento nos países desenvolvidos e o crescimento rápido nos países em desenvolvimento está causando distorções nos mercados financeiros globais. "Vocês ouviram as advertências sobre guerras cambiais. O dinheiro está correndo atrás de taxas de retorno, ele não encontra essas taxas nas economias desenvolvidas e isso não apenas está puxando para cima o valor das moedas dos países emergentes e em desenvolvimento, como também está pressionando para cima os preços de alguns ativos, com o risco de bolhas de imóveis e de algumas commodities", acrescentou.

Indagado a respeito, Zoellick disse que não está prevendo que o mundo entre em uma "era de guerras cambiais", mas notou que as tensões relacionadas a isso intensificam a "sensibilidade geral", num momento em que a economia global se esforça para se recuperar depois da pior recessão desde a II Guerra Mundial. As informações são da Dow Jones.

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