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BRASÍLIA - O Banco do Brasil explicou nesta quarta-feira os efeitos da renovação da parceria com a empresa americana Principal Financial Group para a comercialização de produtos de previdência privada aberta no Brasil, por meio da BrasiPrev. O objetivo do banco é, em 2022, deter um terço do mercado de seguridade no Brasil, estimado em R$ 1 trilhão, e ampliar a participação deste segmento no resultado final do banco de 15%, atualmente, para 25% em 2012.

Segundo o presidente do BB, Aldemir Bandine, a operação também pretende captar investimentos em um novo modelo, focado em longo prazo. Até por questões culturais, a tendência de investimento no Brasil é o modelo de curto prazo, de liquidez imediata. Porém, o modelo de longo prazo será a tônica que o governo vai perseguir cada vez mais, afirmou. A ideia seria atender inclusive demandas por investimentos, criadas com a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Bandine enfatizou que a renovação do contrato, além de aproveitar a experiência da parceria dos últimos dez anos, também favorece a eficiência e a produtividade do negócio.

Em determinados segmentos, há necessidade de um modelo verticalizado, porque precisa de profissionais altamente especializados, disse. Como uma empresa de economia mista, haveria barreiras para o Banco do Brasil montar a estrutura de atendimento necessária.

A parceria prevê que o Banco do Brasil dê exclusividade na venda de produtos da BrasilPrev. Em contrapartida, o BB ampliará sua participação de 49,99% do capital social para 74,99%, enquanto a estrangeira Principal, passará de 46,05% para 25% da BrasilPrev. Serão incorporados no negócio os 4% hoje nas mãos do Sebrae.

O vice-presidente de Seguros, Novos Negócios e Cartões de Crédito, Paulo Caffarelli, acrescentou que a parceria poderá refletir no preço e na qualidade dos produtos de previdência privada para o consumidor final. Isso porque a semelhança entre os produtos oferecidos no mercado força uma diferenciação atendimento, marca, qualidade do produto e preço.

Quando se pratica a competitividade nesse mercado a tendência é que o preço possa melhorar e, acima de tudo, passe a ter produtos mais adequados ao dia a dia do usuário, afirmou.

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