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SÃO PAULO - O Banco do Brasil fechou, nesta sexta-feira, a compra de metade do Banco Votorantim. Por uma participação de 49,99% do capital votante e 50,00% do capital total a estatal desembolsará R$ 4,2 bilhões. Valor inferior às estimativas inicialmente feitas pelo mercado.



Acordo Ortográfico

Pelos termos acertados entre as partes, o Banco do Brasil pagará R$ 3 bilhões pelas ações de emissão do Banco Votorantim e subscreverá R$ 1,2 bilhão em novas ações que serão emitidas pelo banco. Antes de tal operação acontecer ainda haverá uma distribuição de dividendos à Votorantim Finanças no valor de R$ 750 milhões. 

Uma das principais divergências entre os Ermírio de Moraes, donos do Votorantim, e o BB foi superada nos últimos dias, depois de três meses de negociações. Os Ermírio de Moraes queriam vender parte das ações para reforçar o banco, depois da crise que atingiu as instituições financeiras, em outubro. Mas temiam que o banco ficasse sob o regime de uma estatal.

Já o Banco do Brasil queria controlar o Banco Votorantim. A solução encontrada foi manter pouco mais de 50% das ações nas mãos do grupo Votorantim, mantendo o status de banco privado. Em compensação, o poder de decisão será compartilhado. O Banco do Brasil terá direito a metade das seis vagas do Conselho de Administração do Banco Votorantim.

Foi definido também que a presidência do Conselho será alternada entre representantes do Banco do Brasil e do Votorantim. O primeiro presidente do Conselho depois de sacramentado o negócio deverá ser indicado pelo Banco do Brasil.

Terceira etapa

A compra de parte do Banco Votorantim é a terceira concluída pelo Banco do Brasil nos últimos meses. Antes disso, o Banco do Brasil levou a Nossa Caixa, de São Paulo, e o Banco do Estado do Piauí. O Banco do Brasil negocia ainda a compra do BRB (Banco Regional de Brasília), avaliado em aproximadamente R$ 800 milhões.

A safra de aquisições é uma reação à fusão entre o Itaú e o Unibanco, anunciada no início de novembro. Com a união, o Itaú ultrapassou o BB e se tornou o maior banco do País. Com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o BB decidiu retomar a primeira posição.

Mas mesmo com as últimas aquisições, a liderança continua com o Itaú Unibanco. Segundo dados dos balanços de junho, o Itaú Unibanco teria R$ 515,84 bilhões em ativos, contra R$ 507,99 bilhões, do BB. 

(*com informações das agências Estado e Valor)

Veja vídeo do pronunciamento do ministro da Fazenda, Guido Mantega:

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