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Madri, 29 out (EFE).- A queda trimestral da economia espanhola diminuiu significativamente entre julho e setembro, ao situar-se em 0,4% contra 1,1% do segundo trimestre, enquanto o descenso anualizado melhorou um décimo ao passar de 4,2% a 4,1%.

Em seu último boletim econômico, o Banco de Espanha apontou hoje que o menor descenso trimestral do PIB desde que começou a recessão pôde registrar-se com a ajuda de algumas medidas impulsionadas pelo Governo espanhol.

O banco central espanhol adverte que a economia mostra ainda grandes sintomas de fraqueza, com um grande desemprego que, apesar de moderar-se, segue caindo com força (7%) e com um consumo privado e um investimento que continuam retrocedendo e que não podem compensar a melhora do setor exterior.

A incerteza nas famílias tem no entanto um efeito positivo, o do aumento da taxa de poupança, que alcançou picos históricos, de 17,5% de sua renda disponível.

O Banco adverte que a queda da demanda interna e a ainda débil demanda externa, junto com a restrição do crédito e a incerteza sobre o início da recuperação segue freando os projetos de investimento das empresas, algo que não resistem as baixas taxas de juros.

Assim, a demanda de moradia segue enfreada pelo desemprego e a incerteza que gera.

O setor exterior, sobre o qual pesa a esperança da recuperação econômica, registrou no entanto uma menor contribuição positiva ao PIB que a que teve no segundo trimestre.

Embora em termos anualizados as exportações e as importações seguissem registrando fortes retrocessos, as vendas ao exterior cresceram com relação ao trimestre anterior, enquanto as importações se estabilizaram em relação ao período compreendido entre abril e junho.

O Banco da Espanha ressalta também que o retrocesso do emprego (de 7 %) foi menos sentido no terceiro trimestre. EFE pamp/fk

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