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O Banco do Japão (BOJ, banco central) elevou sua avaliação geral da economia do país pelo terceiro mês seguido em novembro, dizendo que ela está se erguendo, mas o aumento da avaliação não sinaliza uma mudança na posição monetária frouxa do banco. As condições econômicas do Japão provavelmente vão continuar melhorando, embora o ritmo da melhora deva continuar moderado por enquanto, disse o BOJ, no relatório econômico mensal divulgado nesta terça-feira.

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O banco atribuiu a virada às medidas de apoio econômico no país e no exterior. Ao mesmo tempo, a instituição advertiu que a "recuperação autossustentada" da demanda doméstica permanece fraca.

A posição mista sugere que o banco ainda não está plenamente confiante na perspectiva econômica, e por isso deve manter sua taxa básica de juros inalterada.

O relatório de novembro veio depois que a reunião de política monetária do BOJ aprovou por unanimidade a manutenção da taxa em 0,1% ao ano. No entanto, o BOJ se mostrou otimista em relação aos principais segmentos da economia japonesa, dizendo que o declínio no investimento das empresas está chegando ao fim e que o consumo privado está subindo graças às medidas de estímulo.

Em relação aos preços para o consumidor, o relatório diz que as quedas na comparação com o ano anterior devem se suavizar até o fim do ano. Além disso, conforme o relatório econômico anterior, divulgado no final de outubro, o BOJ prevê que a economia do Japão ficará sob pressão deflacionária pelo menos durante este e os próximos dois anos fiscais.

Seguindo-se ao anúncio oficial do governo japonês, na última sexta-feira, de que o país vive um período de inflação moderada (o primeiro anúncio desse tipo desde meados de 2006), o ministro das Finanças Hirohisa Fujii disse mais cedo que "a deflação é um problema a ser resolvido pelo lado monetário".

Porém, na entrevista coletiva após a reunião, na sexta-feira, o presidente do BOJ, Masaaki Shirakawa, havia questionado a efetividade das medidas de expansão da liquidez para elevar os preços num cenário de demanda fraca. Os últimos dados divulgados pelo governo mostraram que o núcleo do índice de preços ao consumidor declinou 2,3% em setembro, na comparação com um ano antes. O dado de outubro sai na próxima sexta-feira. As informações são da Dow Jones.

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