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Após 21 dias em greve, os bancários da Caixa Econômica Federal vão realizar na tarde de hoje mais uma assembleia para decidir o rumo da paralisação. A proposta feita pela instituição na tarde de ontem durante a rodada de negociação na sede do banco, em Brasília, não foi aceita pelos representantes da categoria, que orientaram os funcionários pela continuidade da greve.

A proposta da Caixa, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, traz modificações em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mas não traz avanços em relação à igualdade de direitos, ao Plano de Cargos Comissionados (PCC) e ao aumento do número de novas contratações.

O banco se comprometeu, segundo o sindicato, em pagar de PLR o que for mais vantajoso para cada bancário: a proposta da federação dos bancos (Fenaban) ou a específica da Caixa. Pela regra da Fenaban, os bancários receberiam a regra básica composta por 90% do salário, mais valor fixo de R$ 1.024.

Além disso, o funcionário receberia valor adicional de 2% do lucro líquido, dividido em partes iguais entre os funcionários, com teto de R$ 2.100. De acordo com a Caixa, por esta regra básica e valor adicional, o bancário receberia até R$ 5.649, conforme expectativa de lucro projetado. Pela regra específica da Caixa, a PLR pode variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil de acordo com a função dos bancários, de acordo com informações do sindicato.

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