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Os bancários da Caixa Econômica Federal de São Paulo, Osasco e Região decidiram, em assembleia realizada hoje, manter a greve, após 22 dias de paralisação. A instituição informou que só vai se pronunciar sobre o assunto quando todas as assembleias chegarem ao fim, o que deve ocorrer ainda nesta noite.

Os trabalhadores exigem avanços em relação à igualdade de direitos, ao Plano de Cargos Comissionados (PCC) e ao aumento do número de novas contratações. Ontem, a diretoria do banco fez uma proposta que o sindicato classificou como "insuficiente" e os trabalhadores foram orientados a continuar em greve.

Na negociação, a direção da Caixa apresentou uma proposta que traz modificações em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Na proposta, a instituição se comprometeu a pagar de PLR o que for mais vantajoso para cada bancário: a proposta da federação dos bancos (Fenaban) ou a específica da Caixa. Pela regra da Fenaban, os bancários receberiam 90% do salário, mais valor fixo de R$ 1.024. Além disso, o funcionário receberia valor adicional de 2% do lucro líquido, divido em partes iguais entre os funcionários, com teto de R$ 2.100.

De acordo com a Caixa, por esta regra, o bancário receberia até R$ 5.649, conforme expectativa de lucro projetado. Pela regra específica da Caixa, a PLR pode variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil, conforme a função dos bancários.

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