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As seguradoras começam a se preparar para atender a população brasileira de baixo poder aquisitivo. A Lei do Microsseguro, como tem sido chamada, ainda tem de ser votada pelo Congresso e só deve sair do papel em 2010.

Mas os executivos do setor de seguros fazem as contas. A lei pode abranger cerca de 100 milhões de brasileiros que hoje têm pouco ou nenhum acesso a esse tipo de proteção. O diretor executivo do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, Eugênio Velasques, faz uma projeção um pouco menor, porém tão ambiciosa quanto a de outras seguradoras. Segundo um estudo feito pela empresa, há potencial para incluir de 80 milhões a 85 milhões de pessoas nesse mercado.

O projeto de lei do microsseguro (Nº 3.266/08) foi apresentado pelo deputado federal Adilson Soares (PR-RJ) em abril de 2008 e recebeu no começo do mês passado uma proposta substitutiva do deputado Aelton Freitas (PR-MG). Recentemente, o texto foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. O próximo passo é passar pela avaliação da Comissão de Constituição e Justiça.

Segundo o vice-presidente de Ouvidoria e Relações Institucionais da SulAmérica, Oswaldo Mário, o microsseguro tem dominado as discussões internacionais do setor. "É uma forma de fazer a inserção dos públicos das classes D e E. O setor terá de pensar em formas de vender produtos simples e levá-los a esses clientes da maneira mais fácil possível, por exemplo, vendendo em supermercados e lotéricas para aproveitar uma rede de distribuição já existente", explica o executivo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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