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SÃO PAULO - A ata do Copom reforçou a avaliação da Austin Rating de que o Banco Central vem apresentando "argumentação atabalhoada", ao justificar sua decisão em reduzir o ritmo de alta da Selic. Portanto, a instituição mantém a projeção de aumento do juro básico em mais 0,50 ponto percentual, para 11,25% ao ano, em 1º de setembro, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) volta a ser reunir.

SÃO PAULO - A ata do Copom reforçou a avaliação da Austin Rating de que o Banco Central vem apresentando "argumentação atabalhoada", ao justificar sua decisão em reduzir o ritmo de alta da Selic. Portanto, a instituição mantém a projeção de aumento do juro básico em mais 0,50 ponto percentual, para 11,25% ao ano, em 1º de setembro, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) volta a ser reunir. Alex Agostini, economista-chefe da Austin, afirma em relatório que a leitura dos longos 66 parágrafos da Ata da 152ª reunião do Copom a também ratificou a tese de que a decisão (de desacelerar o ajuste da Selic) ocorreu sobre o ano-calendário 2010 (curto prazo) e não sobre "todo o horizonte relevante" (médio e longo prazos). "A leitura da ata não revelou qualquer evidência que possa alterar nossa expectativa sobre a decisão do próximo encontro do colegiado, que ocorrerá dia 1º de setembro. Portanto, mantemos nossa estimativa de nova elevação da taxa Selic em 0,50 ponto percentual, estabelecendo o novo valor em 11,25% ao ano. Em tempo, vale destacar que nas 73 reuniões sob a tutela do atual presidente do BC, Henrique de Campos Meirelles, em nenhum dos quatro ciclos de aperto monetário a intensidade de elevação da taxa foi alterada no meio de seu ciclo. Ou seja, no ciclo atual houve duas elevações de 0,75 ponto percentual e uma de 0,50 ponto. Logo, analisando o comportamento passado, a probabilidade de o colegiado voltar a elevar a taxa em 0,75 ponto já no próximo encontro é nula, restando apenas as seguintes alternativas: elevação de 0,50 ponto ou de 0,25 ponto; ou estabilidade da taxa em 10,75%. Porém, essa última alternativa tem baixa probabilidade de ocorrência, em virtude dos riscos inflacionários não terem sido dissipados, a despeito do dito contrário aos fatos", conclui o economista. (Angela Bittencourt | Valor)

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