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Ingolstadt, Alemanha - Quando era adolescente, o vice-presidente de Marketing da Audi AG, o alemão Peter Schwarzenbauer, morou seis anos em Nova Hamburgo (RJ) e aprendeu português. No ano passado ele voltou ao Brasil pela primeira vez desde então para depositar um voto de confiança na operação nacional da marca.

Ingolstadt, Alemanha - Quando era adolescente, o vice-presidente de Marketing da Audi AG, o alemão Peter Schwarzenbauer, morou seis anos em Nova Hamburgo (RJ) e aprendeu português. No ano passado ele voltou ao Brasil pela primeira vez desde então para depositar um voto de confiança na operação nacional da marca. O executivo promete aparecer novamente por aqui se a Audi cumprir o objetivo de crescer 50% no Brasil em 2010. Há 26 anos no setor, com passagens na BMW e Porsche, Schwarzenbauer falou ao JC sobre as apostas da empresa. A Audi pode voltar a produzir no Brasil?Concentrar a produção na Europa e distribuir pelo mundo é economicamente viável. Temos uma boa logística e precisaríamos produzir pelo menos 100 mil unidades por ano para manter uma fábrica em outro local. Fora da Europa, só fabricamos na China. O México seria uma alternativa, por causa dos EUA? O mercado americano é muito forte e o Grupo VW (do qual a Audi faz parte) tem fábrica no México. Então, poderia ser viável. Não descartamos essa possibilidade. A Audi terá motor bicombustível no Brasil? Pensamos também em elétricos. Mostramos em Genebra (no mês passado) o protótipo A1 e-tron, movido a eletricidade. A tecnologia flexível está bem avançada, sendo testada em nosso 2.0 turbo no Brasil. Também pode equipar carros na Suécia. Qual é a expectativa de vendas da Audi do Brasil neste ano? Esperamos crescer 50% (chegando a 3 mil carros). A Audi conquistou a liderança entre as marcas de luxo no mundo no primeiro bimestre. Como essa meta era para 2015, há mudanças no planejamento? Não, porque foi apenas um bimestre e preferimos manter a cautela. Nesse período, vendemos mais que a BMW porque eles estavam lançando o novo Série 5. Mas acreditamos que uma liderança consistente acontecerá somente em 2015.
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