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RIO - O recuo generalizado na produção industrial dos 14 locais analisados para a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional de janeiro, ante o mesmo mês do ano passado, ratifica o caráter abrangente da queda da produção industrial no País. A avaliação é do economista do IBGE, André Macedo. Ele lembrou que esse cenário negativo já tinha sido sinalizado nos resultados da produção industrial total, uma queda de 17,2% em janeiro ante igual mês de 2008. Esse resultado mostra difusão na queda da produção, em termos regionais, completou.

Macedo comentou que os resultados regionais de produção comprovam que em janeiro as atividades industriais dos locais pesquisados estão operando em níveis registrados anteriormente apenas em 2004. "Antes de janeiro, foram registradas quedas acentuadas em três meses consecutivos, e essa queda ainda é perceptível nos resultados dos locais pesquisados em janeiro", observou.

O economista observou ainda que melhoras na margem mostradas pelo desempenho da produção regional de janeiro ante dezembro do ano passado, com avanço na atividade industrial em oito dos 12 locais pesquisados, não sinalizam, na prática, uma recuperação na produção industrial regional. "Mesmo com uma pequena melhora na margem, o que temos ainda em janeiro é uma perda de patamar muito grande", disse, citando setores importantes, como automotivo e extrativo.

Macedo comentou também que a perda de patamar na produção industrial não opera somente em bens duráveis - um dos primeiros setores a sentir o impacto negativo da atual crise global, devido ao recuo nas ofertas de financiamento - e está se "alastrando" para outros setores.

Para ele, no momento atual, não é possível perceber como poderia atuar uma possível recuperação na atividade industrial, visto que os recuos nas produções industriais dos locais pesquisados estão operando de forma tão espalhada e abrangente. "Na verdade, não se tem uma ideia clara, atualmente, de como a situação na atividade industrial vai se comportar daqui para a frente", comentou.

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