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Os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fedeeral Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) tiveram visões diferentes no mês passado sobre quantos ativos lastreados em hipotecas (MBS, na sigla em inglês) deveriam ser comprados para levantar a economia do país. Também houve divergências sobre as perspectivas para a inflação, segundo revela a ata do encontro de política monetária realizada nos dias 22 e 23 de setembro.

De acordo com o documento, divulgado hoje, alguns membros com direito a voto no comitê eram favoráveis a aumentar o programa de compra de US$ 1,25 trilhão de ativos MBS para ajudar a economia. Contudo, um membro achava que a recente melhora na perspectiva econômica poderia garantir uma redução no volume máximo de compras. "Porém, todos os membros foram capazes de dar apoio a uma indicação do comitê de sua intenção, neste momento, de comprar o total de US$ 1,25 trilhão de MBS de agências que tinha sido estabelecido anteriormente como o teto máximo para este programa", diz a ata.

Com relação à inflação, muitos participantes do comitê anteciparam que a folga, tanto nos mercados de mão de obra quanto nos de produtos, seria substancial ao longo dos próximos anos, conduzindo a uma inflação contida e com potencial de declínio. "Alguns participantes estavam céticos sobre a utilidade de medidas de utilização de recursos na medição de pressão inflacionária, em parte por causa da dificuldade de medir a folga, especialmente em tempo real".

"Além disso, alguns participantes observaram que o grau na qual a folga reduz a inflação depende da estabilidade das expectativas de inflação no longo prazo que, por sua vez, dependerá das expectativas para a política monetária", registrou a ata.

Recuperação

A ata do encontro de política monetária de setembro do Fed também revelou uma ampla variedade de opiniões entre seus membros sobre a perspectiva econômica no país. Embora muitos membros do comitê tenham concordado que uma recuperação começou, existe pouco acordo sobre o vigor da melhora. "Muitos participantes observaram que a recuperação econômica provavelmente seria bastante limitada", registrou a ata. "O crédito dos bancos permanecia difícil de se obter e caro para muitos tomadores de empréstimos. Espera-se que estas condições melhorem apenas gradualmente."

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