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Acordo anunciado por Obama ainda precisa de aprovação do Congresso

Está se esgotando o tempo para que o Congresso dos Estados Unidos eleve o teto do endividamento do país, já que terça-feira é o prazo final. Depois disso, o governo começará a ter problemas para pagar todas as suas contas.

Neste domingo, o presidente Barack Obama anunciou um acordo bipartidário após o Senado rejeitar votação o plano dos democratas de elevar o teto da dívida que ainda precisa de aprovação no Senado.

Há dois procedimentos ligeiramente diferentes que levariam à aprovação de legislação sobre a elevação do teto da dívida.

- Assim que for alcançado um acordo sobre o limite do endividamento do país, o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, buscará o apoio unânime para incorporar ao acordo condições impostas ao plano apresentado pelos democratas.

- Se nenhum dos senadores fizer objeções, o Senado endossaria rapidamente a proposta revisada e a enviaria à Câmara dos Deputados, para votação.

- Normalmente, a Câmara leva três dias entre a introdução de um projeto e sua aprovação final, mas essa regra foi deixada de lado e a votação poderá ser realizada horas depois de o Senado dar seu aval.

- Assim que a Câmara aprovar a medida, a legislação sobre aumento do teto do endividamento do país será enviada para sanção do presidente Barack Obama.

- Num outro cenário, se apenas um senador impuser objeções, Reid convocaria uma votação sobre procedimentos para a matéria a 1 hora da terça-feira (2 horas da madrugada em Brasília) para que o projeto possa seguir adiante. Essa votação poderá ser realizada mais cedo, se nenhum senador se opuser.

- Se o projeto obtiver os 60 votos necessários para seguir adiante, uma votação final ocorreria às 7 horas de quarta-feira (8 horas em Brasília). Esse cronograma também poderá ser antecipado, se não houver objeções.

- Depois disso, o projeto aprovado iria para a Câmara e, em seguida, para a sanção de Obama.

* Com Reuters