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Porto Alegre, 6 - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fez leves ajustes esta semana no quadro de oferta e demanda de arroz da safra 2008/2009, que resultaram no aumento em 167 mil toneladas no estoque final, para 982 mil toneladas. Apesar de um pouco melhor, ainda é o menor estoque das últimas cinco safras.

O órgão também aumentou a expectativa de importações para 900 mil toneladas no relatório de novembro, ante 800 mil toneladas de outubro.

Com isso, a Conab indicou que espera maior importação de arroz até a colheita da safra brasileira, a partir de fevereiro de 2010. Entre março e setembro, foram importadas 500 mil toneladas, o que significaria a entrada de 400 mil toneladas nos próximos quatro meses, numa média de 100 mil toneladas por mês, considerada alta por um analista de mercado, apesar do dólar enfraquecido. Os estoques do Uruguai, principal fornecedor ao Brasil, estão perto de terminar, observa ele.

Para a safra 2009/2010, a Conab projetou importação de 1 milhão de toneladas pelo Brasil, número também considerado elevado pelo analista, e exportação de 500 mil toneladas. O mercado internacional deve contar com preços atrativos em 2010, estimulando o escoamento de excedentes do Mercosul para fora do bloco. Os analistas também começam a avaliar o efeito de problemas climáticos no sudeste asiático sobre a produção e as exportações destes países, o que pode abrir mais espaço à oferta de outras regiões.

A produção estimada na safra 2009/2010 no Brasil também passou por leve correção, caindo 85 mil toneladas, para 12,120 milhões de toneladas no relatório de novembro da Conab. O plantio está adiantado no Rio Grande do Sul, principal Estado produtor, onde os arrozeiros conseguiram, nesta semana, colocar o ritmo da safra 2009/2010 à frente da anterior.

O cultivo atingiu 62,8% da área esperada, de 1,094 milhão de hectares, adiantado em comparação aos 56,1% registrados nesta época do ano passado, conforme levantamento do Instituto Riograndense do Arroz. Na Fronteira Oeste, onde estão previstos 236 mil hectares, chegou a 74,9%. O Irga alertou, contudo, que ainda há déficit hídrico nas barragens para irrigação do arroz na região, o que pode reduzir a área estimada, se não houver melhora na oferta de água.

O preço pago ao produtor gaúcho pela saca de 50 quilos ficou em média em R$ 26,96 nesta semana, com leve queda de 0,22% em comparação à anterior, em levantamento da Emater. Em relação ao ano passado, a cotação é 21% inferior.

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