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GENEBRA - A Argentina e outros sete países protestaram formalmente hoje cedo na Organização Mundial do Comércio (OMC) pelo fato de seus ministros estarem sendo excluídos das negociações restritas organizadas pelo diretor-geral, Pascal Lamy, na busca de um acordo agrícola e industrial da Rodada Doha.

Cerca de 35 ministros estão em Genebra para as negociações. Mas depois do primeiro dia de repetição de discursos, Lamy decidiu que o jeito era mudar o formato, limitando as reuniões a alguns ministros que podem refletir também interesses de outras nações.

Assim, a negociação está agora limitada a sete membros - Brasil, Estados Unidos, União Européia, China, Índia, Japão e Austrália -, causando enorme irritação nos outros, que não consideram seus interesses nacionais representados.

Além da Argentina, protestaram hoje a Suíça, Indonésia, Quênia, Turquia, Egito, Taiwan e Ilhas Maurício. A Suíça é líder do G-10, grupo das nações mais protecionistas na agricultura. A Indonésia, líder do G-33, aliança de países que querem frear importações agrícolas. O Egito tem influência na África.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se reuniu com o ministro argentino Jorge Taiana hoje cedo para contar como foi a reunião restrita que terminou na madrugada. Taiana tem sinalizado que a Argentina não fará concessões na área industrial.

O cenário é assim ainda mais preocupante, porque se os sete eventualmente chegarem a um entendimento, terão dificuldades maiores para convencer os outros a engolir o acordo.

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