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A Argentina não vai desmontar o aparato protecionista que afeta produtos de exportação brasileiros desde setembro de 2008. Essa posição foi sustentada hoje pelo ministro argentino de Relações Exteriores, Jorge Taiana, ao final do encontro de duas horas e meia entre as delegações dos dois países no Itamaraty.

O Brasil recebeu ainda a inesperada pressão argentina para que adotasse medidas coordenadas com Buenos Aires para barrar bens provenientes de países de fora do Mercosul que estavam destinados originalmente aos mercados mais atingidos pela crise - o chamado desvio de comércio.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou, entretanto, que o governo não seguirá esse caminho e não aplicará medidas unilaterais. "O Brasil prefere não tomar essas medidas (contra o desvio de comércio) porque achamos que elas são contraproducentes em relação à própria integração. A convicção do Brasil é de que as medidas (unilaterais) não são positivas", disse Amorim.
"As normativas continuam vigentes. Assim como as do Brasil", afirmou Taiana à imprensa, referindo-se às medidas restritivas ao comércio aplicadas por seu país e também às iniciativas brasileiras que, do ponto de vista argentino, igualmente afetam o intercâmbio bilateral.

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