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Buenos Aires, 8 out (EFE).- A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, reconheceu hoje que a crise financeira internacional seguramente terá seqüelas econômicas e sociais que seu Governo deverá tratar.

Pouco antes do encerramento de um encontro internacional de mulheres, a Chefe de Estado reiterou em Buenos Aires que a crise "é seguida com responsabilidade e atenção", e considerou que a situação financeira atual "vai exigir repensar uma construção diferente em termos de multilateralidade".

Com o objetivo de avaliar o impacto dos males que assolam os mercados internacionais, o Governo argentino realizou na terça-feira a primeira reunião de um comitê de crise, que acabou terminando sem anúncios e em meio à incerteza do setor empresarial.

"Ninguém imaginava há seis meses que o modelo de capitalismo do mundo, baseado unicamente no financeiro, iria ser abalado como está acontecendo", disse Cristina ao final do seminário organizado pela entidade Vital Voices, que tem como presidente de honra a senadora americana Hillary Clinton.

Para a chefe de Estado, existe a necessidade de "abordar um debate sobre como segue o mundo enfrentando uma das mais duras crises".

"Acho que a primeira coisa que temos que fazer é reconstruir o trabalho e a produção", assinalou. EFE ms/rr

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