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Detentor de participação acionária de 12,5% no capital da Aracruz, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estava preparando sua saída do grupo controlador quando o processo de reestruturação foi atropelado pela crise financeira e pela perda bilionária da empresa em derivativos cambiais. Agora, o banco estuda formas de ajudar a reerguer a companhia sem a caracterização de uma operação de socorro.

"O BNDES não vai pagar prejuízo de ninguém, mas a Aracruz precisa continuar seus investimentos e é nessa linha que o banco vai atuar. A empresa é boa, tem EBTIDA bom e boa geração de caixa", disse à Agência Estado uma fonte do banco. Uma das alternativas em estudos é a concessão de um empréstimo-ponte, tipo de financiamento no qual são liberados recursos no período de estruturação de uma operação de longo prazo. O empréstimo-ponte só é concedido pelo BNDES em casos muito específicos, sob critérios de análise do banco.

Outra alternativa é flexibilizar a parcela de participação do banco em financiamentos concedidos à empresa. O BNDES pode, por exemplo, ampliar a sua parcela no total de investimento dos usuais 70% para até 80%. Nesse caso, a empresa é beneficiada com uma necessidade menor de contrapartida em cada projeto, com redução da parcela de caixa próprio.

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