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SÃO PAULO - No Brasil, a Bovespa começou o dia em forte alta, de mais de 3%, refletindo o otimismo dos mercados internacionais, que se animaram com o anúncio dos EUA de socorrer as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. Ao decorrer do dia, entretanto, inverteu a trajetória e caía 2,23% por volta das 15h00, operando aos 50.782 pontos. O dólar era negociado em alta de 1,11%, cotado a R$ 1,737.

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No início do dia, a melhora global de humor seguia a decisão do governo americano de resgatar as financeiras hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae. Ontem, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciou que o governo assumirá as empresas por tempo indeterminado e que fornecerá uma linha de crédito de até US$ 200 bilhões. Cabe lembrar que as duas empresas respondem por mais de US$ 5 trilhões em hipotecas, quase metade do mercado norte-americano.

Com a divulgação feita no domingo, parte das incertezas que cercam o mercado imobiliário dos EUA diminuiu ajudando também a aliviar o ambiente de forte aversão a risco que dominou os mercados na semana passada.

A Ásia foi o primeiro mercado a reagir à notícia. Tóquio fechou o a segunda-feira com valorização de 3,38%. Seul subiu 5,15% e Hong Kong ganhou 4,32%. Fora da festa, Xangai caiu 2,68%. Na Europa, os índices dispararam na abertura e operavam com aumento expressivo.

Nos Estados Unidos, os índices futuros também apontam para cima, com o setor financeiro dando os maiores sinais de retomada. No entanto, os agentes também acompanham o preço do petróleo, que opera em alta com outro furacão ameaçando o Golfo do México.

Na sexta-feira, o Ibovespa teve um pregão de forte instabilidade chegando a cair mais de 2,5% para os 50 mil pontos, antes de iniciar uma retomada técnica, que culminou com o fechamento em alta de 1,03%, aos 51.939 pontos. O giro financeiro somou R$ 4,89 bilhões. Apesar do ganho, o indicador encerrou a semana passada com baixa de 6,71%, acumulando queda de 18,7% em 2008.

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