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A Agência Nacional de Saúde Suplementar aprovou ontem a compra do plano de saúde Medial pela Amil. Os contratos da Medial estão mantidos, destacou o órgão regulador do setor de convênios médicos, que avalia principalmente a idoneidade das empresas e aspectos econômicos e financeiros.

Mas a operação ainda terá de passar pelo crivo dos órgãos estatais que fiscalizam aspectos concorrenciais, entre eles o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Caso seja aprovada a operação, o grupo passará a ser a maior empresa do setor privado de saúde, com 5,1 milhões de usuários de planos de saúde ou 10% do mercado.

Entidades defensoras dos consumidores têm criticado a concentração do mercado de planos, apontando que consumidores terão cada vez menos oferta de preços. O ex-presidente da Medial, Emilio Carazzai, no entanto, divulgou nota ontem destacando que "o surgimento de grandes operadoras, com solidez econômica, só trará mais benefícios".

O negócio também causa discussão porque a Amil, a compradora, teve índices de avaliação de qualidade da ANS piores que os da Medial. Segundo a agência, a nota é apenas um indicador de comparação e empresas com desvios graves sofrem intervenções do órgão regulador.

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