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Por Denise Luna RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional de Petróleo conta com um céu de brigadeiro para poder realizar a 10a rodada de licitações de áreas petrolíferas este ano. Se houver qualquer questionamento ou atraso em prazos legais que terá que cumprir, a rodada pode ter que ficar para 2009.

'Estamos caminhando nesse sentido, somente hoje (quarta-feira) saiu a resolução do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), a autorização do senhor presidente da República. A partir de agora é que podemos realmente colocar todas as posições mais claras, o tempo é um tempo apertado, mas vamos fazer tudo o que for possível para fazer na data marcada,' disse o diretor da ANP Nelson Narciso Filho.

Ele admitiu que é uma preocupação fazer o leilão próximo ao feriado do Natal e que para a rodada acontecer é necessário fazer uma licitação para a infra-estrutura (hotel, pregão eletrônico, entre outros) e se houver qualquer problema as datas podem não se confirmar.

'Tem que ter licitação, não podemos escolher, e se alguém fizer um recurso daqui ou daí, alguém que não concorde com o resultado, não dá tempo', explicou.

Mas se tudo correr bem, Narciso Filho avalia que o leilão tem tudo para ser um sucesso, já que apesar da oferta ser apenas de áreas terrestres, é uma grande oportunidade para se buscar uma nova fronteira petrolífera.

'O elemento motriz da rodada sempre foi busca a auto-suficiência, manter a auto-suficiência, reduzir a dependência de importação de gás', disse o diretor.

'E quando você vê o cenário atual e as perspectivas que estão sendo apresentadas (pré-sal) a gente vê com racionalidade a exploração das bacias em terra, as novas fronteiras, onde não temos muita informação e queremos trazer investidores para conhecer', acrescentou ao justificar a falta de áreas em mar no leilão pela primeira vez desde 1999, quando começaram as ofertas de áreas petrolíferas no Brasil.

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