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As vendas de materiais de construção com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido cresceram 20% nos últimos 12 meses, de acordo com balanço interno divulgado hoje pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Os itens beneficiados pela redução do imposto representam 25% do mix de uma loja de material de construção.

As vendas de materiais de construção com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido cresceram 20% nos últimos 12 meses, de acordo com balanço interno divulgado hoje pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Os itens beneficiados pela redução do imposto representam 25% do mix de uma loja de material de construção. Em nota, a entidade lembrou que a medida completou um ano em 1º de abril e está em vigor até o fim de 2010. A Anamaco representa 138 mil lojas de material de construção no País.

Dos produtos desonerados, o cimento foi o mais procurado, com crescimento de 25% no volume de vendas nos últimos 12 meses, De acordo com a Anamaco. O segmento de tintas, com aumento de 23% no volume de vendas, ocupou a segunda posição, seguido por revestimentos cerâmicos (19%), argamassas (15%) e metais sanitários (12%).

O incentivo do governo é apontado pela Anamaco como um dos principais responsáveis pela recuperação do setor. O presidente da entidade, Cláudio Elias Conz, ressaltou que, no início de 2009, as vendas registravam retração de 12% no primeiro bimestre e esse índice começou a apresentar melhora assim que a desoneração entrou em vigor.

Os efeitos da redução do IPI, conforme a entidade, passaram a ser sentidos pelo setor dois meses após o anúncio da medida. De acordo com Conz, na prática o benefício reduziu os preços dos produtos em torno de 8,5%.

No mês passado, as vendas de materiais no varejo cresceram 4,3% ante março e 7% em relação ao mesmo mês de 2009, segundo dados da Anamaco. No acumulado do ano até abril, o setor apresentou alta de 8% no volume de vendas ante o mesmo período do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 4,5%. Para 2010, a entidade prevê um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.

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