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Numa tentativa de evitar um novo caos aéreo no período de festas de fim de ano e férias, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu restringir o tráfego aéreo no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, a 45 movimentos (pousos ou decolagens) por hora. A medida vai atingir os voos charter e fretamentos, que terão de ser remanejados para fora dos horários de pico (início da manhã e final da noite) e será válida de dezembro a março.

A proposta foi aprovada ontem à tarde em reunião da diretoria colegiada da Anac, no Rio, e entrará em vigor nos próximos dias, quando for publicada no Diário Oficial da União. Os voos regulares na alta temporada não serão afetados - eles já foram autorizados pela agência considerando o máximo de 45 pousos ou decolagens por hora. Segundo a Anac, o objetivo é distribuir melhor o fluxo de passageiros nos terminais ao longo do dia e evitar que voos não-regulares interfiram no funcionamento do aeroporto.

Os voos charter, embora sejam não-regulares, precisam da autorização da Anac porque são comercializados diretamente pelas companhias aéreas. Os fretamentos, comercializados por agências de viagem e oferecidos em pacotes turísticos, não precisam de autorização da agência, mas terão de se adequar à limitação.

A Anac está analisando 246 pedidos de voos charter, que já serão autorizados de acordo com essa restrição. Segundo a Anac, as agências de viagem com fretamentos previstos para os horários de pico deverão informar aos passageiros sobre a mudança na hora da decolagem.

Embora não estivesse oficializada, a restrição do número de operações em Cumbica vigora desde outubro, quando técnicos da Anac e da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) definiram a malha aérea para a alta temporada. Hoje, o limite de 45 movimentos por hora em Cumbica só é atingido às 7 horas. Em outros dois horários - às 20 horas e às 23 horas - o aeroporto opera com 42 movimentos por hora. Nos demais períodos do dia, segundo a agência, ainda há espaço para novos voos.

A Anac informou que não planeja restringir o número de voos em outros aeroportos, embora Brasília e Viracopos (Campinas) operem próximo de suas capacidades.

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