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Empresário aguarda decisão que elevou alíquota de importação do pescado para 32%

O empresário José Eduardo Simão, dono da importadora Ampex Food, aguarda com expectativa a decisão do Ministério da Fazenda que avaliará a redução da alíquota de importação de sardinhas em lata de 32% para 16%. A medida, tomada em 2010, é esperada para agosto.

“Atrasei em um ano meu plano de investimento”, disse o empresário em conversa com o iG. “O plano é comprar o pescado no Brasil e investir numa indústria”, disse Simão, acrescentando que já apresentou o plano ao governo.

Ex-acionista da empresa Gomes da Costa, vendida ao grupo espanhol Calvo, o empresário, de 59 anos, ficou cinco anos fora do setor onde atuou por quatro décadas por causa de uma cláusula de não-competição.

Simão voltou a atuar no setor, importando sardinha em lata vendida em supermercados com a marca Beira-Mar. Ele acredita que a marca possuam cerca de 6% a 7% do mercado nacional, dominado por duas grandes empresas.

“Meu plano de negócios era desenvolver uma marca, ser agressivo na oferta ao consumidor de um bem da cesta básica, atuando em nichos de mercados que as grandes empresas não exploram. A ideia era ter um negócio maior antes de partir para o investimento industrial.”

Mas a elevação da alíquota de importação pedida por parte das indústrias locais frustrou parte dos planos do empresário. “Foi uma lei Ampex. Tive de colocar o pé no freio”, disse ele e aponta o duopólio existente no setor para prejudicá-lo.

Para o empresário, as indústrias locais alegam o pretexto de criação de emprego para justificar a alta do imposto de importação do produto acabado. “Mas hoje em dia existe geração de emprego na importação, distribuição e venda. A indústria já não emprega tanto quanto antigamente.”

Na semana passada, o iG mostrou que a indústria local pede aumento na cota de importação de sardinha congeladas, usadas como matéria-prima, ao mesmo tempo em que solicita a prorrogação da alíquota de importação de produto acabado em 32%.

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