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O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse ontem que seu governo poderia recorrer a outro país para a compra de aeronaves caso o Brasil suspenda o financiamento de 24 aviões Supertucanos à Força Aérea do Equador. Nós, pela integração regional, sempre buscamos privilegiar mercados da região, mas podemos comprar as aeronaves de outro país, afirmou Correa antes de seguir viagem para Caracas.

Na segunda-feira, o governo brasileiro suspendeu a autorização para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiasse a venda dos aviões para o Equador. A medida foi uma retaliação ao calote anunciado na semana passada por Correa da dívida de US$ 243 milhões ao BNDES - dinheiro investido na construção da Usina Hidrelétrica de San Francisco, obra tocada pela construtora brasileira Norberto Odebrecht, que foi expulsa do país.

Correa ainda qualificou como "desproporcional" a reação do Brasil de chamar para consultas o embaixador brasileiro em Quito, Antonino Marques Porto e Santos. Ontem, o presidente pediu em Caracas para que não seja isolado por não pagar a dívida.

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