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Diferentemente do que dizem empresários e governo, os economistas não acreditam que o pior da crise passou. Em encontro do Conselho de Planejamento Estratégico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), ontem, em São Paulo, Paulo Rabello de Castro (RC Consultores), Paulo Francini (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Carlos Thadeu de Freitas Gomes (ex-diretor do Banco Central) e Francisco da Silva Coelho (Ordem dos Economistas do Brasil) foram unânimes: o País ainda está longe do fundo do poço.

Um dos pontos nevrálgicos, acreditam, é o crédito. "O pior está só começando, o crédito precisa reaparecer. Sem ele, haverá inadimplência, sem liquidez, as empresas vão parar de pagar", alertou Francini.

O grupo defendeu que o BC acabe com o excesso de reservas bancárias, que reduz a oferta de crédito, por meio da redução gradual do compulsório sobre os depósitos à vista. "Esta é a oportunidade para que o BC faça uma reforma, libere os compulsórios e crie medidas de competição no setor bancário", sugeriu Freitas Gomes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio.

Segundo André Rebelo, diretor da Fiesp, os dados oficiais do desemprego no Brasil mostram que a inadimplência, que até agora parece não preocupar, pode disparar. "O número de vagas fechadas no mercado de trabalho de novembro até agora deve chegar a cerca de 800 mil. O ritmo está muito rápido e logo vai bater na renda."
Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial de São Paulo,também está preocupado com a inadimplência. "Há defasagem na captação da inadimplência, que só deve aparecer nos próximos meses." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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