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O jornal que priorizar a exclusividade e a qualidade dos conteúdos, e souber usar as mídias digitais para aumentar o envolvimento dos leitores com as reportagens, terá sucesso no novo cenário. Esse foi o tom dominante do painel Futuro do jornalismo X futuro dos jornais, no primeiro dia de palestras do congresso mundial do setor.

Paul Johnson, editor-chefe adjunto do inglês The Guardian, citou como exemplo o uso de blogs e do twitter como canais de relacionamento e até como parte do método de construção da apuração. A edição, disse Johnson, é multicanal e faz uso das características de cada meio.

Em paralelo, a escolha dos internautas acaba sendo direcionada pela reputação de quem publica, afirmaram os debatedores. "O que garante o futuro de um jornal é o seu passado", afirmou Mahfuz Anam, editor-chefe do The Daily Star, de Bangladesh.

Paul Johnson tem dúvidas quanto a cobrar por todo o conteúdo oferecido na internet. "A oferta talvez tenha de ser híbrida, um tanto aberto, um tanto fechado", disse. Mas Johnson admite que "a espera pela migração das receitas do papel para a web tem sido muito nervosa".

George Brock, chefe do departamento de Jornalismo da City University de Londres, afirma que, mesmo nas novas mídias, "as pessoas irão confiar em quem está selecionando as notícias para elas. É o poder da edição, da seleção. Isso não vai desaparecer", disse. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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