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A temporada oficial de compras de final de ano nos Estados Unidos começa hoje, com a chamada Black Friday (sexta-feira negra), e a previsão é ter 134 milhões de americanos nas lojas em busca de promoções - 4 milhões a mais do que no ano passado. Apesar do aumento no número de consumidores nas lojas, as compras na sexta-feira negra (que tem este nome porque se refere ao dia em que os varejistas voltam ao azul - nos Estados Unidos, usa-se o negro em lugar do azul para significar lucro nos balanços), os resultados não devem ser tão positivos assim.

As estimativas dos analistas apontam desde uma queda de 3% nas vendas até um aumento de, no máximo, 2%.

É preciso levar em conta que, desde dezembro do ano passado, 4,6 milhões de americanos entraram para as fileiras dos desempregados, adverte a Federação Nacional de Varejo. "O consumidor está confuso, ele não sabe se deve gastar ou não", diz Marshal Cohen, analista de varejo da consultoria NPD Group.

O Black Friday é o maior dia de compras do ano. Hoje, as lojas promovem um festival de liquidações e descontos de até 80% para girar estoques. Desde a madrugada já havia pessoas nas filas para entrar nas lojas. No ano passado, um funcionário do Walmart morreu pisoteado em um tumulto na abertura de uma loja da rede. O desempenho das vendas na sexta-feira negra e no final de semana do dia de Ação de Graças é considerado um termômetro para as vendas de final de ano.

ESTOQUES
Os varejistas já reduziram seus estoques entre 10% e 25% em relação ao ano passado, o que deve reduzir o perigo de precisarem dar descontos suicidas, como ocorreu no ano passado. Segundo a NPD, a maioria dos descontos não vai ultrapassar os 50% este ano. Com isso, deve haver alguma recuperação das margens de lucro.

Os produtos mais cobiçados são TVs de tela plana, GPS e netbooks, os laptops superportáteis. Para as crianças, o hamster robô ZhuZhu é o grande sucesso da temporada e já há fila de espera para comprá-lo.

Mas uma pesquisa do Conference Board mostra que os consumidores pretendem gastar em média US$ 390 nessa temporada, 7% a menos que os US$ 418 do ano passado. "O desemprego e a incerteza sobre o futuro estão contribuindo para tornar os consumidores muito frugais; os varejistas precisam ser muito criativos para convencer os consumidores a gastarem, seja nas lojas ou online", diz Lynn Franco, diretora do centro de pesquisas do consumidor do Conference Board.

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