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O chanceler Celso Amorim justificou a aceitação por parte do Brasil do projeto de acordo na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e negou que isso tenha criado um mal-estar com a Argentina. Amorim disse que, ainda que os dois países sejam sócios no Mercosul, cada um julga com sua própria cabeça.

O ministro afirmou que se reuniu hoje com seu colega argentino, Jorge Taiana. "Não me pareceu que tenha havido um mal-estar", declarou.

No entanto, o chefe da delegação argentina em Genebra, Alfredo Chiaradia, disse à France Presse que a posição brasileira nas negociações causou tensões dentro do Mercosul. "Não por nossa causa", ressalvou o representante argentino. O conjunto de propostas apresentado pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, foi aprovado pelo Brasil, mas considerado inaceitável pela Argentina. Entre outras proposições, o pacote sugere um teto de US$ 14,5 bilhões por ano para os subsídios agrícolas dos EUA. As informações são da Dow Jones.

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