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No acumulado dos 12 meses encerrados em fevereiro, a alta é de 16,96%, acima da inflação de 5,85%

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O valor dos aluguéis residenciais dos contratos fechados em fevereiro na capital paulista ficou estável antes os preços observados em janeiro. Segundo pesquisa mensal do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), a variação porcentual dos contratos novos em fevereiro na comparação com o mês anterior foi de leve alta, de 0,1%. No acumulado dos 12 meses encerrados em fevereiro, a alta é de 16,96%, acima da inflação de 5,85%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Por meio de nota, o vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, Walter Cardoso, disse que esse descompasso com inflação acontece porque, atualmente, a demanda por imóveis para locação na cidade de São Paulo é superior à oferta. "Por causa do trânsito caótico, muita gente está preferindo residir perto do trabalho, aumentando a procura por aluguel, que sempre foi a opção número um de estudantes e profissionais que vêm à cidade para trabalhar por um período específico", explicou.

Na análise por tipo de imóvel, o aluguel do de dois dormitórios ficou, em média, 0,2% mais caro ante janeiro. O aluguel das residências de um dormitório ficou praticamente estabilizado e o de três teve leve alta de 0,1% no período. O tipo de garantia mais utilizado em fevereiro foi o fiador, que representou quase metade (47,5%) dos contratos assinados. Outra modalidade também muito usada, principalmente nos aluguéis de menor valor, foi o depósito de valores equivalentes a três meses de locação, responsável por cerca de um terço (32%) das moradias locadas. Aproximadamente um quinto dos inquilinos recorreu ao seguro-fiança.

A pesquisa do Secovi-SP ainda apontou que as casas foram alugadas mais rapidamente do que os apartamentos. Elas levaram em média de 13 a 31 dias para serem locadas. Já os apartamentos demoraram entre 18 e 37 dias para serem alugados.

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