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Para diretora do Fundo, preços da commodity podem ficar de 20% a 30% mais caros caso a crise com o Irã continue

Um choque repentino nos preços de petróleo ameaçaria a recuperação da fragilizada economia global, afirmou Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), salientando a vulnerabilidade de um mundo que está tentando equilibrar os efeitos da crise de dívida soberana da zona do euro.

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Os contratos futuros do petróleo Brent para entrega em maio estão em torno de US$ 124,00 por barril, mas já atingiram US$ 128 por barril no começo deste mês. Os preços do petróleo chegaram a atingir o recorde de US$ 147 por barril um pouco antes de a crise financeira global de 2008 ter piorado.

A crise na Líbia ano passado já apertou a oferta global de petróleo, e o aumento das tensões entre o Ocidente e o Irã pode a representar novo choque de oferta o que elevaria ainda mais os preços. Os preços do petróleo já aumentaram 17% este ano.

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Lagarde advertiu que os preços podem ficar de 20% a 30% mais altos se as exportações do petróleo do Irã caírem rapidamente e levaria muito tempo para que o petróleo de outros exportadores conseguissem ajustar a oferta global para estabilizar os preços. Qualquer interrupção na produção de petróleo terá "sérias consequências" para a economia mundial, afirmou Lagarde em conferência na Índia.

Entretanto, a economia global já mostra sinais de estar saindo do sufoco, ajudada pelas injeções de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), aperto fiscal e esforços do FMI. A situação da economia global "não está tão ruim quanto estava há três meses, realmente estamos longo do abismo", afirmou Lagarde.

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A diretora do FMI repudiou as preocupações que os riscos inflacionários estejam aumentando devido aos quase € 1 trilhão que o BCE forneceu aos bancos da zona do euro como parte de suas operações de refinanciamento de longo prazo. Separadamente, Lagarde, que está na em visita à Índia, disse que os países do Sul da Ásia devem dar prioridade ao estímulo ao investimento estrangeiro direto. A Índia não fez esforço por grandes reformas nas últimos anos para garantir os investimentos estrangeiros. No ano passado, o governo voltou atrás na decisão de abrir o varejo para grandes investidores estrangeiros. As informações são da Dow Jones.

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