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São Paulo, 01 - O coordenador nacional do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), Paulo Picchetti, afirmou hoje, em entrevista coletiva concedida à imprensa, que a inflação apurada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a inflação no varejo em agosto deverá ser menor que a observada em julho, quando o indicador variou 0,53% e já mostrou uma desaceleração de 0,24 ponto porcentual sobre a taxa de junho, de 0,77%. De acordo com ele, o comportamento atual de desaceleração do grupo Alimentação deve ser mantido nos próximos meses e garantir taxas mais amenas para o consumidor.

Em julho, a alta média dos alimentos foi de 0,83%. Apesar de responder ainda pela maior parte da taxa do IPC-S do mês passado (0,24 ponto porcentual), o grupo subiu bem menos que em junho, quando avançou 1,85%. No mês passado, foi a classe de despesa que mais contribuiu para o decréscimo da taxa do indicador geral, por conta de desacelerações observadas em segmentos de grande peso para a composição da inflação, como o de Carnes Bovinas, de 10,23%, no fechamento de junho, para 3,39%.

As altas de preço do arroz e do feijão carioquinha, que foram determinantes para pressionar a taxa de inflação em junho, também mostraram um comportamento diferente no mês seguinte. O arroz saiu de uma elevação de 12,55% para uma queda de 0,24% no período de comparação.

O feijão, apesar de ainda pertencer ao grupo de itens que mais pressionaram a inflação, saiu de uma alta de 14,46% para uma variação de 6,23% entre junho e julho. Conforme estudo especial realizado pelo próprio Picchetti, o simples fato de alguns itens continuarem em forte alta, mas subirem menos que nas divulgações anteriores, já contribui para um alívio decisivo na inflação.

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