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A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou nesta quinta-feira, antes da abertura de uma reunião de cúpula europeia, em Bruxelas, que o bloco deve modificar o Tratado de Lisboa, para proteger-se de novas crises da dívida pública e defendeu a retirada do direito a voto dos Estados que não cumpram com seu dever, na UE.

A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou nesta quinta-feira, antes da abertura de uma reunião de cúpula europeia, em Bruxelas, que o bloco deve modificar o Tratado de Lisboa, para proteger-se de novas crises da dívida pública e defendeu a retirada do direito a voto dos Estados que não cumpram com seu dever, na UE.

"Achamos na Alemanha, que será necessária (...) a modificação do tratado" para criar um fundo permanente de apoio aos países da zona do euro em dificuldades econômicas, declarou Merkel, disposta a convencer seus parceiros europeus, pouco entusiastas, das mudanças.

Representantes das 27 nações que integram a União Europeia estão de acordo em perenizar um fundo de resgate aprovado em maio por um período de três anos, depois da crise da dívida grega; mas demonstram reservas em aceitar que a criação desse mecanismo requeira um novo processo de ratificações do Tratado de Lisboa (carta fundamental da UE, que entrou em vigor há menos de um ano).

Merkel insistiu em que os países esbanjadores, que não vigiem suas contas públicas, devam ser privados do direito a voto durante a tomada de decisões, uma possibilidade considerada hostil por alguns.

Só a França, o outro peso pesado da UE, apoia ambas as reclamações alemãs.

A UE realiza nesta quinta e na sexta-feira uma reunião destinada a reforçar a disciplina fiscal e a proteger-se de novas crises da dívida pública.

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