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Berlim, 28 jun (EFE)

Berlim, 28 jun (EFE).- A determinação de Berlim e Pequim em intensificar suas relações econômicas e comerciais ficou evidente nesta terça-feira durante um encontro da chanceler alemã, Angela Merkel, com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. Os contratos milionários assinados nesta terça-feira pelo fabricante europeu Airbus, o gigante tecnológico Siemens e os fabricantes de automóveis Daimler e Volkswagen com companhias ou organismos chineses evidenciaram o propósito bilateral de duplicar nos próximos cinco anos seu volume de trocas comerciais. A chanceler alemã considerou que a visita de Wen é "um passo adiante" que abre um "novo capítulo" nas relações entre China e Alemanha, caracterizadas por laços "mais estreitos", seu caráter "estratégico" e a "intensidade" da cooperação. "Foi criada uma multidão de laços nas relações entre China e Alemanha", afirmou Merkel em referência aos 15 acordos assinados entre ministérios, empresas e organismos públicos. As trocas comerciais entre os dois países já representam mais de 98,5 bilhões de euros anuais. "A China está disposta a importar mais produtos inovadores da Alemanha e ao mesmo tempo deseja seu reconhecimento como economia de mercado total por parte da Alemanha", assegurou Wen. Além disso, os chefes do Governo de Alemanha e China abordaram as relações do gigante asiático com a União Europeia (UE) e Eurozona. "Ficamos felizes pelo grande interesse que a China demonstrou por um euro estável", disse Merkel. Nos últimos meses, Pequim comprou dívida estatal de nações como Hungria, Portugal e Espanha e se comprometeu a conceder empréstimos a algumas nações da UE. O destaque que ambos os governantes deram às relações econômicas deu pouco espaço para que a Alemanha discutisse com a China a situação do artista Ai Weiwei, que ficou detido durante quase três meses e foi libertado na semana passada, e de outros ativistas chineses. "Cumprimentamos a libertação de Ai Weiwei", reiterou Merkel na entrevista coletiva conjunta. A chanceler acrescentou que a visita de Wen a Berlim representou "um passo adiante" no processo de implantação do Estado de Direito na China, enquanto Wen destacou que sua aplicação é lenta, já que se partem de contextos históricos, políticos e sociais diferentes. A atualidade internacional também ganhou destaque na agenda de Merkel e Wen, que analisaram a evolução do conflito na Líbia e suas respectivas posturas no Conselho de Segurança das Nações Unidas, assim como a situação no Sudão, onde a China investiu fortemente nos últimos anos. EFE jpm/abb

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