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País ressalta vantagens de ter setor privado envolvido na recuperação e destaca apoio do FMI à ideia

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O ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, reconheceu que a França compartilha parte das preocupações do Banco Central Europeu (BCE) sobre a participação do setor privado em uma possível reestruturação da dívida da Grécia, mas disse acreditar que uma solução pode ser encontrada.

Ao deixar um encontro da comissão orçamentária do Parlamento alemão, Schaeuble afirmou que está ciente da rejeição de tal medida pelo ministro do Orçamento da França, François Baroin. "Mas ele não é o ministro correspondente (para o assunto). É a ministra (de Finanças) Christine Lagarde (a responsável)", disse.

Schaeuble disse que Christine participou de uma teleconferência sobre a Grécia ontem, mas não indicou qual é a posição da francesa. Alguns ministros de finanças da zona do euro (que reúne os 17 países que utilizam o euro como moeda) conversaram sobre a situação grega na teleconferência. "Nós sempre encontramos uma posição comum. Esse também é o caso desta vez. Estou confiante", declarou.

Durante a teleconferência, os ministros de Finanças decidiram estabelecer um grupo de trabalho que incluirá representantes do BCE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para encontrar uma solução, segundo Schaeuble. "Acho que não é mais questão de se, mas sim de como" o problema pode ser resolvido, afirmou.

O ministro alemão disse ainda que o FMI também assume que as necessidades de financiamento da Grécia podem ser substancialmente reduzidas se o envolvimento do setor privado em uma extensão do vencimento da dívida grega for alcançado sem tumultuar os mercados. As informações são da Dow Jones.

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