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Uma reestruturação da dívida da Grécia teria consequências perigosas, com a crise de dívida soberana do país possivelmente se espalhando para outras nações, afirmou hoje o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble. "Se nós optássemos por uma reestruturação, isso provocaria exatamente o tipo de conflagração que nós não conseguiríamos controlar", disse Schaeuble, em um fórum organizado pela rede de televisão WDR.

Uma reestruturação da dívida da Grécia teria consequências perigosas, com a crise de dívida soberana do país possivelmente se espalhando para outras nações, afirmou hoje o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble. "Se nós optássemos por uma reestruturação, isso provocaria exatamente o tipo de conflagração que nós não conseguiríamos controlar", disse Schaeuble, em um fórum organizado pela rede de televisão WDR.

Segundo o ministro, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, alertou para as conversas sobre reestruturação da dívida. "Nós não podemos fazer isso (reestruturar a dívida). Isso teria consequências imprevisíveis para a zona do euro e outras regiões", disse.

Questionado se a ideia da Alemanha de estabelecer procedimentos controlados de insolvência soberana poderá encontrar suporte na Europa, o ministro afirmou que está otimista com relação ao apoio dos países ao plano. "Estou convencido de que nós precisamos de tal procedimento no futuro. A crise é tão grave que eu acredito que o entendimento sobre isso está crescendo", afirmou Schaeuble.

Estabilidade

Schaeuble disse ainda que, no momento, a estabilidade do euro - e da economia da zona do euro e de outras regiões - está em risco. "Nós realmente estamos em uma crise fundamental, a estabilidade do euro está realmente em jogo."

O ministro negou, no entanto, que haja risco de outros países da zona do euro enfrentarem dificuldades similares às da Grécia e pedirem ajuda financeira. "Não há razão para tal especulação. Todos os outros Estados membros têm situações que não são comparáveis."

Schaeuble elogiou os esforços do governo grego para implementar um doloroso programa de austeridade, como parte do plano de resgate de 110 bilhões de euros em três anos prometido pelos outros governos da zona do euro e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O ministro afirmou que, se a Grécia colocar em prática o plano de austeridade com sucesso, as especulações de que outros países poderiam enfrentar dificuldades similares às da Grécia vão diminuir. As informações são da Dow Jones.

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