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Previsão é de Fabio Giambiagi, do BNDES. Márcio Pochmann e Sérgio Besserman também avaliam que economia continuará em alta

Cada um a seu estilo, os economistas Márcio Pochmann, Sérgio Besserman e Fabio Giambiagi avaliam que as medidas do governo para conter a economia foram acertadas. O aumento dos juros e o ajuste fiscal não devem frear o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mas sim evitar um exagero prejudicial ao País. 

Para Fabio Giambiagi, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os analistas deverão aumentar as projeções de crescimento da economia em junho, após a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. Ele mesmo avalia que o País deverá crescer de 7,5% a 8% neste ano, mesmo após o anúncio de corte de R$ 10 bilhões dos gastos do governo e do aumento dos juros promovido pelo Banco Central.

"Achava impossível este crescimento todo, mas, agora, com a divulgação de dados mais recentes referentes ao primeiro trimestre, é perfeitamente factível um aumento de 8% do PIB em 2010", afirma.

Giambiagi defendeu a recente adoação das políticas monetária e fiscal para conter o aquecimento econômico. "Não estamos falando de 6%, mas de 10%, que é um ritmo insustentável que requer medidas anticíclicas", acrescenta.

Na mesma linha, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, afirmou que as duas frentes de contenção do consumo foram acertadas, mas destacou a maior eficácia do corte no orçamento governamental. "O ajuste fiscal é melhor que o monetário, porque é imediato. O monetário leva de seis a oito meses para fazer efeito", diz.

Já o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sérgio Besserman, assessor da Prefeitura do Rio, avalia que o governo deveria ter antecipado medidas como corte de gasto e alta dos juros, para evitar aumento do consumo antes dos investimentos. Mas pondera que "o importante é que já há a percepção de que não existe almoço grátis".

De acordo com um novo indicador do Banco Central que mede a atividade, a economia brasileira cresceu quase 10% no primeiro trimestre deste ano. A taxa, divulgada nesta quarta-feira, superou as projeções de analistas de mercado e do governo, que esperavam alta da ordem de 8% para o período. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) encerrou o primeiro trimestre com alta de 9,85% sobre igual período de 2009. O IBGE divulga o PIB no dia 8 de junho.

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