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As empresas aéreas do Oriente Médio vão guiar a indústria de aviação global para fora da pior crise dos últimos anos, segundo afirmaram as duas maiores fabricantes de aviões do mundo, a europeia Airbus e a norte-americana Boeing. As duas companhias se mostraram otimistas durante o segundo dia do Dubai Air Show, embora tenham sido registradas poucas encomendas até agora.

"O Oriente Médio ainda é o centro do crescimento da aviação", afirmou Tom Enders, executivo-chefe da Airbus. Randy Tinseth, vice-presidente de marketing da Boeing, ecoou o tom positivo de Enders, dizendo que prevê "enorme crescimento para o Oriente Médio".

Fabricantes de aviões, sob pressão na Europa e nos EUA, esperam que os preços do petróleo acima de US$ 70 o barril ajudem a companhias aéreas da região - boa parte estatais - a continuar se expandindo enquanto as concorrentes internacionais são prejudicadas pela desaceleração econômica global.

No evento em Dubai, a Boeing informou que espera demanda por 1.710 novos aviões, no valor de cerca de US$ 300 bilhões, durante os próximos 20 anos. A Airbus, que é uma unidade da European Aeronautic Defence & Space (EADS), disse que a região vai precisar de 1.418 aviões de passageiros, no valor de US$ 243 bilhões, "para satisfazer a demanda acima da média mundial" no mesmo período.

Nos últimos anos, empresas aéreas do Oriente Médio, cujo poder de compra aumentou junto com a receita com petróleo, dominaram os eventos do setor, fazendo grandes encomendas para a Boeing e a Airbus. Mas em Dubai, os pedidos até agora foram poucos. Hoje a Airbus assinou um acordo de US$ 700 milhões, a preços de tabela, com a Yemenia Airlines por 10 jatos A320.

De todo modo, Airbus e Boeing estão mais otimistas com relação à situação do mercado de aviação. "Há seis meses, as pessoas falavam em adiamentos ou cancelamentos. Não estou ouvindo nada disso nesse evento", disse John Leahy, diretor operacional da Airbus.

Tinseth, da Boeing, afirmou que em 2010 haverá aumento nos níveis de tráfego. "Em 2011 devemos ver as empresas aéreas voltando à lucratividade e em 2012 esperamos ver demanda por novos aviões", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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