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Madri, 4 mai (EFE).- A Air Comet, os administradores nomeados pelo tribunal e os sindicatos acordaram hoje provisoriamente um Expediente de Regulação de Emprego (ERE) para demitir definitivamente 705 trabalhadores da companhia aérea, que estavam até o momento apenas suspensos.

Madri, 4 mai (EFE).- A Air Comet, os administradores nomeados pelo tribunal e os sindicatos acordaram hoje provisoriamente um Expediente de Regulação de Emprego (ERE) para demitir definitivamente 705 trabalhadores da companhia aérea, que estavam até o momento apenas suspensos. Segundo o acordo, os empregados receberão uma indenização de 20 dias por ano trabalhado, com um limite de 12 meses, que terá que ser reivindicada perante o Fundo de Garantia Salarial (Fogasa) devido à falta absoluta de liquidez da companhia. Para reivindicar a indenização do Fogasa e os salários pendentes dos últimos 150 dias, os trabalhadores deverão esperar que o acordo seja ratificado definitivamente, e que a autoridade trabalhista faça um relatório favorável e que o ERE seja aprovado pelo juiz que supervisiona o processo por insolvência. Fontes sindicais presentes na reunião assinalaram que duas dezenas de trabalhadores da Air Comet permanecerão em seus escritórios para ajudar os administradores a tramitar o processo por insolvência. Previsivelmente, o processo deve acabar na liquidação da companhia aérea de Gerardo Díaz Ferrán e seu sócio Gonzalo Pascual, já que não existe mais que uma remota possibilidade de que ela possa ser vendida. No entanto, o acordo prevê que caso a Air Comet seja adquirida, os trabalhadores teriam direito de serem readmitidos na empresa. A maioria dos trabalhadores da Air Comet (605) foi afetada por um Expediente de Regulação de Emprego (ERE) suspensivo (que termina em junho) acordado entre a empresa e os sindicatos no dia 14 de janeiro. A companhia aérea, que suspendeu suas operações no dia 22 de dezembro de 2009, solicitou o concurso voluntário de credores (antiga moratória) no dia 23 de março. Fundada em 1996 por Marsans e o primeiro grupo empresarial do setor turístico na Espanha, ela voava regularmente a Buenos Aires, Lima, Guayaquil, Quito, Bogotá, Havana, Cancún e México. Milhares de viajantes entre a Espanha e a América Latina, muitos deles imigrantes que viajavam para seus países de origem para passar o Natal com suas famílias, ficaram no solo devido ao fim das atividades da companhia aérea, cuja licença de voo foi suspensa. EFE eco/pb

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