Tamanho do texto

Os bônus no valor de 450 milhões de dólares que a seguradora AIG pagará a funcionários este ano, depois de ter recebido verbas públicas gigantescas do plano de socorro montado pelo governo americano, geraram muita polêmica neste domingo.

O principal assessor econômico da Casa Branca, Lawrence Summers, classificou de "escandalosa" a conduta da American International Group (AIG), em entrevista ao canal de televisão ABC.

"Muitas coisas terríveis aconteceram nos últimos 18 meses, mas isto que ocorreu na AIG é o mais escandaloso", disse Summers.

Os prejuízos da AIG foram de 99,3 bilhões de dólares em 2008. A seguradora recebeu do Estado americano 180 bilhões de dólares de ajuda.

O presidente da AIG, Edward Liddy, explicou em carta dirigida ao secretário do Tesouro, Timothy Geithner, que os bônus não podem ser cancelados devido ao risco de processos judiciais por quebra de contrato, revelou o Washington Post.

Liddy, designado pelo governo para administrar a AIG em setembro passado, após o socorro federal, reconheceu que o pagamento é "de mau gosto e difícil de aceitar", mas insistiu na questão legal.

Já Geithner escreveu a Liddy para protestar contra a decisão.

Summers reconheceu que há uma questão legal envolvendo o pagamento dos bônus: "Estamos em um país onde prevalece a lei, onde há contratos, e o governo não pode simplesmente anulá-los".

Segundo o assessor econômico da Casa Branca, Geithner adotará "todas as ações legais possíveis para limitar estes bônus".

As explicações de Liddy não convenceram o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, que também qualificou o pagamento dos bônus de "situação escandalosa".

jit/lm/LR

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.