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O Ministério da Agricultura previu hoje que a produção brasileira de açúcar deverá ser recorde este ano. De acordo com estimativa expressa por meio de comunicado à imprensa pelo coordenador do Departamento de Açúcar e Álcool, Luís Carlos Job, o crescimento da safra atual em relação à de 2008/2009 será de 10%.

Se seu prognóstico for confirmado, a produção atingirá a marca de 34 milhões de toneladas, o que representará cerca de 20% da produção mundial, segundo a nota.

Uma das principais razões que levaram ao crescimento da produção doméstica, conforme Job, foi a queda de oferta verificada em outros países produtores. "Por razões internas, a Índia, segundo maior produtor mundial, apresentou grandes quedas de produção nos dois últimos anos e terá que importar entre seis milhões e oito milhões de toneladas até o final de 2010", comparou o coordenador no comunicado.

Com a redução dos estoques mundiais nos últimos três anos por conta do episódio indiano, os preços da commodity dispararam para o patamar mais elevado dos últimos 30 anos e devem, conforme Job, continuar altos no mercado internacional. A expectativa do coordenador é a de que a própria Índia, como também Estados Unidos, Tailândia, China e México, devam apresentar pequena recuperação na produção canavieira, além de usar seus próprios estoques.

"No mercado futuro, a tendência é de queda gradativa no preço do açúcar até 2011. O açúcar demerara deverá passar dos atuais US$ 480 por tonelada para US$ 390 a tonelada e o refinado, de US$ 540 a tonelada para US$ 490 por tonelada", previu. Se for mantida essa tendência de preços altos no mercado internacional, os usineiros tendem a concentrar sua produção em açúcar, o que tomaria parte da produção do álcool. Segundo Job, esta tendência pode permanecer pelas próximas duas safras.

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