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Roma, 5 nov (EFE).- A agricultura desponta como um elemento determinante na luta contra a mudança climática e pela segurança alimentar, afirma a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) em um relatório divulgado hoje em Roma.

No texto, a FAO aborda o papel-chave que dos terrenos agrícolas na alimentação e na mudança climática, fenômeno com o qual interage em duas direções.

Segundo a organização da ONU, a agricultura não só sofre os impactos do aquecimento global, mas é também responsável por 14% das emissões de gases que agravam o efeito estufa, e, por isso, é determinante na luta contra a mudança climática.

"Muitas estratégias eficazes para a mitigação da mudança climática a partir da agricultura beneficiam também a segurança alimentar, o desenvolvimento e a adaptação à mudança climática", comenta o diretor-geral adjunto da FAO, Alexander Müller, em uma nota de imprensa divulgada nesta quinta-feira.

A FAO aposta por uma melhora na gestão das terras cultiváveis e de pastoreio e pela restauração dos solos orgânicos e degradados como métodos para reduzir as emissões de gases poluentes procedentes da agricultura, algo que poderá ser realizado em 70% em países em vias de desenvolvimento.

Mas estes métodos podem ter consequências negativas e, por isso, a organização da ONU aposta por equilibrar os benefícios e riscos de atividades como a produção de biocombustíveis, que oferecem uma alternativa limpa aos combustíveis fósseis, mas que por sua vez podem gerar uma dura competição por água e terrenos para o cultivo de alimentos nas zonas mais pobres. EFE mcs/pd

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