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Nova taxa básica de juros brasileira será conhecida na quarta-feira, mercado espera alta de 0,25 ponto percentual

A semana que começa reserva uma forte rodada de indicadores domésticos e externos com capacidade de ditar rumo nos mercados. Por aqui, as atenções estão voltadas à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O consenso é de alta de 0,25 ponto percentual, mas fica a dúvida sobre qual sinalização vai ser dada no breve comunicado apresentado junto com a definição.

Antes do encontro do Copom, que apresenta decisão na quarta-feira, o foco recai sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio. A inflação deve mostrar firme recuo de 0,77% para próximo de 0,45%. Ainda assim, o índice acumulado em 12 meses seguiria acima do teto da meta da inflação, de 6,5%.

Ainda na agenda doméstica, aparecem o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de maio e o comportamento do comércio varejista em abril. No câmbio externo, a agenda americana não reserva grandes emoções.

A semana traz o Livro Bege do Federal Reserve (Fed), banco central americano, e os preços de importação, além de discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, que pode abordar a perda de força na atividade econômica no país.

Na Europa, as atenções se dirigem para as decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE). Com os problemas de endividamento soberano voltando a preocupar, não se espera mudança das condições monetárias. O juro deve seguir em 1,25% na zona do euro e em 0,5% na Inglaterra.

Antes disso, os investidores conhecem a revisão sobre o crescimento do PIB do euro no primeiro trimestre e alguns indicadores da economia alemã, como balança comercial e produção industrial. A economia chinesa também tem vaga na agenda, já que está prevista a divulgação da balança comercial referente ao mês de maio.

Nesta segunda-feira, sai o tradicional Boletim Focus e também tem dados sobre o setor automotivo da Anfavea.

Amanhã, o dia começa com as vendas no varejo europeu e com os pedidos à indústria alemã. Por aqui, o destaque é a inflação, com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI).

A quarta-feira termina com a decisão do Copom, mas começa com a balança comercial e produção industrial da Alemanha e PIB do euro. Nos EUA, atenção ao Livro Bege, que faz uma avaliação da atividade com base em relatórios das unidades regionais do Fed.

A quinta-feira marca a reação dos agentes à decisão do Copom e também guarda os veredictos do BCE e BoE. À noite, está prevista a balança comercial chinesa.

A semana acaba com as vendas no varejo brasileiro, inflação na Alemanha, indústria na Inglaterra e preços de importação nos EUA.

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