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Os ajustes que afetam a maioria das empresas em função da crise global chegaram ao mercado publicitário. Na última semana, algumas das maiores agências do País demitiram.

"Estou preparado para cortes maiores se for necessário", diz Roberto Justus, presidente do Grupo Newcomm, dono da maior agência do País por faturamento, a Young & Rubicam. Saíram seis pessoas. "É pouco, num universo de 500 funcionários."
O presidente da Ogilvy, Sérgio Amado diz que "todos estão se ajustando. Não seria diferente no meio publicitário. Nos últimos anos tivemos expansão vigorosa e isso havia produzido um certo inchaço". Foram 20 postos cortados na Ogilvy, que agora tem 470 funcionários.

A JWT dispensou 17 funcionários, 6% do quadro, que agora tem 280 pessoas. "Fizemos uma adequação ao volume de trabalho", diz o vice-presidente de criação, Mário DAndréa. "Tenho a impressão de que vivemos um ajuste, na medida em que os anunciantes estão adequando seus investimentos em marketing", diz Ruy Lindemberg, vice-presidente de criação da Leo Burnett, agência que dispensou 19 pessoas. "No nosso caso, foi decorrência da perda da conta da Visa."

Sérgio Valente, presidente da DM9DDB, agência do grupo ABC, lembra que, desde meados do ano passado, o grupo já vinha fazendo ajustes. "Fomos um dos primeiros por percebermos a gravidade do momento." A DM9DDB emprega agora 302 pessoas. Mesmo com os cortes, Justus destaca que o mercado publicitário vive um janeiro surpreendentemente bom. "O faturamento deve fechar acima do de janeiro de 2008, que foi excelente", diz. "Claro que sei que esse desempenho não é suficiente para sustentar o balanço anual, mas é uma injeção de ânimo."

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